De
influência, amigo. É um nome mais bonito para apenas mais uma forma
de corrupção.
E, como
em toda forma de corrupção, o problema nunca fica restrito ao plano
formal. Toda uma coletividade é atingida pelos atos do corrupto. Uma
instituição inteira pode sucumbir para que um determinado
“poderoso” possa usá-la para a satisfação das necessidades
suas e de seus apaniguados.
A
indicação de um gestor para um cargo de direção é, porém, um
expediente legal e corriqueiro na administração pública
brasileira. O problema, entretanto, surge quando um órgão público
é fatiado, repartido como se propriedade particular fosse e entregue
a facções políticas que estão, no final das contas, mais
interessadas na consecução do seu projeto de poder do que na
efetiva satisfação do interesse público. Como lutar contra isso? E
eu lá sei! - o que eu sei é que nós, que nos encontramos na base
da pirâmide nos achamos sujeitos aos humores bipolares daqueles cuja
incumbência seria, supostamente, tornar nossa vida mais fácil. Eu
mesmo já fui vítima disso. Já servi de joguete para que interesses
pessoais de outrem fossem satisfeitos. O mais importante, no entanto,
é ter a consciência de que o poderoso de hoje terá que dar sua vez
ao poderoso de amanhã e não se render nunca pois, como já me
disseram uma vez, esta vida é uma roda gigante afinal, e quem sabe
próximo está o tempo em que nós é que estaremos no topo.

1 comentários para "TRÁFICO DE QUÊ?"
Isso é uma grande verdade, pois instituições públicas são transformadas em privadas, verdadeiros balcões de negócios, onde são definidas as danças das cadeiras e nesse caso aqueles tem um poder maior sabem muito bem com utilizá-lo, não para o bem comum, o bem da instituição e daqueles que de fato fazem a instituição funcionar, mas em proveito próprio, na ânsia de cada vez mais acumular poder, mesmo que para isso tenha que passar por cima seja lá de quem for.
Isso torna-se ainda mais fácil, pela facilidade que é encontrada para manipular pessoas ambiciosas que se vendem por cargos de comando e gratificações, que apenas sabem cobrar os seu subordinados sem ao menos procurar saber se a mínima condição da missão ser realizada, mas como eles dizem: missão dada é missão cumprida, mesmo que para isso as vidas dos comandados sejam colocadas em risco, mas o que vale uma vida de um subalterno diante da minha promoção pessoal e da manutenção do meu cargo de comando e da minha gratificação?