o político renegado e o sindicato sob amarras
Uma categoria pequena, que por força das circunstâncias consegue eleger um representante político e logo depois vira suas costas para o mesmo é comparável àquele que ganhou um grande prêmio na loteria e, ao saber da notícia, joga seu bilhete na lata do lixo. As forças políticas que nos governam já se mostraram impiedosas quando se trata de retirar direitos e conquistas dos servidores e ter um representante legítimo nos altos círculos decisórios é vital, é condição "sine qua non" para que nossa dignidade não seja afrontada tão impunemente. Porém, se faz importante ter humildade e reconhecer que vitórias são conquistadas mas muitas vezes cobram um preço muito alto. É sabido, todavia, que no jogo político a inveja é força propulsora das ações de muitas pessoas que, esquecendo-se do objetivo principal que é o bem comum, direcionam suas ações para a satisfação de seus próprios interesses, buscando confundir a todos e criar um abismo entre o representante político e a categoria que o escolheu.
É preciso repelir esses tais pois, do contrário, todos perderão. O adversário se beneficia da divisão do oponente tratando atá mesmo de fomentá-la. Virar as costas para um representante político legítimo é um belo gol contra que em sã consciência ninguém cometeria.
A representação político-partidária não é, no entanto, o único instrumento idôneo do qual uma categoria dispõe na luta pelos seus interesses. A representação sindical já provou sua força e eficácia sendo, na verdade, o meio mais efetivo na busca por respeito e dignidade profissional. Por isso um sindicato não deve jamais estar ligado e muito menos controlado por determinado partido ou agente político por mais bem intencionados que estes possam parecer. Ora, um partido ou agente político têm interesses que muitas vezes não se confundem com o da categoria representada podendo esses interesses, não raras vezes, ser até mesmo conflitantes. Em face desses conflitos, como descobrir onde termina o político e começa o sindicalista?
Situações assim geram, inexoravelmente, sindicatos mancos que não representam seus filiados e servem de escárnio para os demais. A palavra de ordem no ambiente sindical deve ser, portanto, independência! só com independência um sindicato poderá arrogar para si a condição de legítimo representante dos trabalhadores.
Como você vê, apoiar um político e não aceitá-lo como seu representante sindical não significa que você está reprovando seu trabalho como político nem que você está se voltando contra ele. Não há incoerência aí. Isso não quer dizer também que o sindicato deve retirar seu apoio ao político. Pelo contrário: deve apoiá-lo sim! porém sempre sem perder de vista a já referida INDEPENDÊNCIA!!
reflitam!!

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